“Um jovem queria aprender os complicados rituais da Cerimônia do Chá e foi procurar o grande mestre. Para testar o rapaz, o mestre mandou que ele varresse o jardim. Logo, lançou-se ao trabalho feliz. Limpou o jardim até que não restasse nem uma folhinha fora do lugar. Ao terminar, examinou cuidadosamente o que tinha feito: o jardim perfeito, impecável, cada centímetro de areia imaculadamente varrido, cada pedra no lugar, todas as plantas caprichadamente ajeitadas. E então, antes de apresentar o resultado ao mestre chacoalhou o tronco de uma cerejeira e fez caírem algumas flores que se espalharam displicentes pelo chão.”
É daí que nasce “Wabi Sabi”, uma forma míope de viver a vida. Imperfeita, inicialmente melancólica e com pouco sentido para os que levam tudo muito a sério. É a óptica da simplicidade, naturalidade e aceitação do real.
Toda e qualquer ação de um homem deve ser suficiente delicada a ponto de não interferir na verdadeira natureza das coisas . E toda natureza tem seu ciclo. A flor nasce, se deslumbra e morre.
Pode-se ter uma tulipeira inteira, que todas elas vão morrer. Ou acaba-se por massacrá-las em troca de alguma especulação muito (pouco) valiosa. É o “ouro” da vez, não tem como escapar...
Há de se cuidar de cada semente não para que a flor seja perfeita, mas para que o fruto seja sincero.
“E prá ter outro mundo
É preci-necessário
Viver!
Viver contanto
Em qualquer coisa
Olha só, olha o sol”
Besta é tu!

Belo!
ResponderExcluirAdorei!!!! :)
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