terça-feira, 2 de março de 2010

Provas, probatórios, provações, probatúras, probarados...


Ou isto ou aquilo e decide logo que tenho pressa.!
Qual é sua cor preferida? É seu melhor amigo? Shorts ou calça?! Cabelo preso ou solto? Quer ser músico ou engenheiro? Livre ou namorando? Do interior ou da capital? Catchup?

Pega todas as escolhas joga no liquidificador e tome uma bela vitamina falsa. Esse padrãzinho quadrado e bem determinado é uma grande “fanfarrice” dos loucos que não se satisfazem com seu próprio nariz pra cuidar.
Melhor amigo em relação a que?! Cor preferida pra...?!

Esse certo ou errado vem de uma base dados obsoleta. Por que só uma opção? E quem disse que “livre” e “namorando” e “musico” e engenheiro” vem de uma mesma classe de palavras?!

A graça está em combinar.
Isto com aquilo: Um por cima do outro. Experimentar, d-e-v-a-g-a-r-z-i-n-h-o cada combinação. Sentir de verdade: cheiro, cor, gosto, traços, sensibilidades.

Por que não?

A aprovação dos que fazem as provas nada mais é do que o passaporte para um probatório sem fim.Escuro, sem sal e assistido por um bando de juízes infelizes que esperam pra si, qualquer coisa, que qualquer pessoa tenha tentado explicar que viveu sob a pressão da sala de justiça.

Um comentário:

  1. Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada.
    Clarice Lispector

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