
- Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete...
Ainda quase em silêncio, se virou e começou a contar as cadeiras ao seu redor. Apontando uma a uma.
- Um, dois, três ... seis, sete.
Percebeu-se no meio do vazio que nos cabia e levantou.
- Vocês podem sentar aqui.
- Obrigada, mas não queremos sentar. Fique a vontade senhor.
Nesse momento, iluminado pela meia luz verde da praça virou o rosto e nos olhou. Seu olho transbordava a emoção que som do piano também me trazia.
Por dois, três minutos fiquei estática. Olhar aquele dilúvio de emoção escorrer no rosto daquele que eu nem conhecia. Era quase um gesto solidário a mim mesmo.

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