sexta-feira, 21 de maio de 2010

Vem maturidade, vem ....





"Com o tempo aprendi que o ciúme é um sentimento para proclamar de peito aberto, no instante mesmo de sua origem. Porque ao nascer, ele é realmente um sentimento cortês, deve ser logo oferecido à mulher como uma rosa. Senão, no instante seguinte ele se fecha em repolho, e dentro dele todo mal fermenta."- Leite derramado, Chico Buarque

Apelar pro Chico para se esquivar daquilo que a insegurança te transforma é uma estratégia quase genial. Ser clichê e viver uma vida moderninha é a maior mentira do mundo

Duvido muito de todos os relacionamentos desapegados que assisto por ai.
Entre vinho e fumaça, ainda hoje, uma moça sabia falou: “A questão não é o medo. Isso todo mundo tem. O que esta em jogo é o tanto de força que você tem para enfrentá-lo”. Completo: e a sinceridade e vontade que você tem de se/nos trabalhar.

Pode ser desde uma simples TPM até o resquício de uma frustração passada. Que ninguém tem culpa, mas ela esta lá. E fazer o quê?!

A solução é, como sempre, trabalhar, trabalhar, trabalhar e não associar um fato a uma merda que um idiota fez.

É muito fácil generalizar e acreditar que a ocasião faz o ladrão, mas nem todo mundo é facilmente influenciado. Se você não esta a fim de acreditar nisso, pula do barco já, porque comprar passagem pra um lugar comum é estúpido.

É que é difícil entender que sonho às vezes é real. “Em carne, em osso, em sinceridade e intensidade”. E, por mais libido que tenham, os homens não são todos idiotas que saem por ai, inconseqüentemente, cheirando aquilo lhes dá prazer. Eles pensam e sentem também.

A questão é que a junção do fato a merda passada gera um bloqueio chatinho que vira motivo de medo. O ciúme, então, se esconde tão bem escondido que até você acredita que ele não existe.

Só que o fato dele existir não é feio, desgastante ou vai causar com o material bruto. Não se você não estiver com um idiota. Na edição final, lá na frente, vai startar aquela “risada madura”, natural de quando se lembra dos tempos em que se era criança ou se dá conta de alguma conquista.

Na telinha: “no coração da realidade, ou como o personagem da ficção...”

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