terça-feira, 6 de abril de 2010

Casa na árvore





Disse da moça"sabida" que tudo começou num sim.
Uma partícula disse sim a outra e nasceu: eu e você.

Mas antes de sim, a partícula olhou a outra partícula.

Só é "sabido" o dizer da moça porque vi o que ela me deixou pra ver.

Só sei também porque vi a caramboleira e o holofote. E porque vi alguém no holofote, e vi que tinha nas mãos a chave do mundo, quer dizer, vi a chave do mundo no que tinha nas mãos.

Quando uma coisa olha pra outra coisa e sem querer os olhares se cruzam, começa-se a prestar atenção, e se trata logo pra transformar o vido em visto.

E de se tratar a vista bilha, brilha,brilha até ofuscar. Aí vê cada vez mais.

Eu acho que tudo começou “num visto”.

E, por sinal, tenho uma supresa: fecha os olhos?



Sei do sabido porque xeretei o que tinha na mão de quem estava sob a minha caramboleira.

E é muito do meu direito, não que a caramboleira seja minha, nem que o jardim tenha dono, mas, mas, mas... que ousadia!

3 comentários:

  1. Poetisa, me perdi nos vistos, sabidos, vi e mãos...rsrs! Vou ler de novo. Hoje minha ignorância está muito maior do que a minha limitada capacidade de entender, acho que é isso. Vou ler de novo e depois comento de novo.

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  2. Gostei. Li de novo e enfim entendi...rsrs! Continue sempre o com o seu lirismo, Melzita. Bjos!

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