
É que eu acordava já com saudades..
Depois do bom dia, o aperto sossegava e me deixava em paz o longo período de um suspiro.
Aí começava a crescer de novo...
Até dar o meio da manhã, que na verdade ainda não estava no meio, quando acontecia o auge e, um segundo antes de me faltar o ar, um “você está bem?!” desobstruía alguma coisa que não sei bem o que é...
Adjetivar o suspiro como longo, já era incabível.
E é estranho concordiscordar de que o amor dói...
No almoço era permitido pensar e se distrair.
Foge-se dos filtros e olha-se aquela florzinha, aquele retrato. Enche-se de energia para tentar suprir o ar que já é escasso...
Voltava e logo ampliava o relógio que fica no canto direito da tela...
...quase, quase, quase...
Já é hora...
O ônibus esta atrasado, atrasado longos 2,3, 5 minutos...
“Se o tempo corresse em
nossas mãos era caso de
se agarrar e fazer a
brincadeira do ‘em que mão
está?’”
nossas mãos era caso de
se agarrar e fazer a
brincadeira do ‘em que mão
está?’”
Até que enfim os suspiros se ritmavam. Recuperava o ar.
Até o Tchau.
E amanha o ciclo repetia.
Cada vez mais intenso: e os intervalos de ar, já eram insuficientes...
Finalmente, final de semana.
Era como um garçon chato que dava doses certas: diárias ao longo da semana, semanais nos finais.

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