segunda-feira, 5 de abril de 2010

Respiração...

....ou a história de quando descobri que o tempo, não estava em nenhuma das mãos.



É que eu acordava já com saudades..

Depois do bom dia, o aperto sossegava e me deixava em paz o longo período de um suspiro.

Aí começava a crescer de novo...

Até dar o meio da manhã, que na verdade ainda não estava no meio, quando acontecia o auge e, um segundo antes de me faltar o ar, um “você está bem?!” desobstruía alguma coisa que não sei bem o que é...

Adjetivar o suspiro como longo, já era incabível.

E é estranho concordiscordar de que o amor dói...

No almoço era permitido pensar e se distrair.
Foge-se dos filtros e olha-se aquela florzinha, aquele retrato. Enche-se de energia para tentar suprir o ar que já é escasso...

Voltava e logo ampliava o relógio que fica no canto direito da tela...
...quase, quase, quase...

Já é hora...
O ônibus esta atrasado, atrasado longos 2,3, 5 minutos...

“Se o tempo corresse em
nossas mãos era caso de
se agarrar e fazer a
brincadeira do ‘em que mão
está?’”


Até que enfim os suspiros se ritmavam. Recuperava o ar.
Até o Tchau.

E amanha o ciclo repetia.
Cada vez mais intenso: e os intervalos de ar, já eram insuficientes...

Finalmente, final de semana.

Era como um garçon chato que dava doses certas: diárias ao longo da semana, semanais nos finais.

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