
Não
Não sei se é um truque banal
Se um invisível cordão
Sustenta a vida real
Cordas de uma orquestra
Sombras de um artista
Palcos de um planeta
E as dançarinas no grande final...
Chove tanta flor
Que, sem refletir
Um ardoroso expectador
Vira colibri
Qual
Não sei se é nova ilusão
Se após o salto mortal
Existe outra encarnação
Membro de um elenco
Malas de um destino
Partes de uma orquestra
Duas meninas no imenso vagão
Negro refletor
Flores de organdi
E o grito do homem voador
Ao cair em si
Não sei se é vida real
Um invisível cordão
Após o salto mortal
O Velho Chico

Esse poema é o mais bonito que li aqui, Mel. A terceira, a quarta e a quinta estrofes são sublimes. Por favor, não pare de escrever, Melzita. E ah, vc tem toda razão, preciso diminuir meus "Ensaios Jornalísticos" e voltar a vida de poetinha. Ler seus poemas me dá uma saudade tão grande de escrever poesia, se você soubesse. Te cuida. Cuidado com a chuva, não vai ficar resfriada, amiga. Bjos!
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