quinta-feira, 15 de abril de 2010

"O Máximo que pode acontecer, é os pingo da chuva me molhar!"




Uma tarde te distância da sexta que por sua vez te distância uma manhã e uma tarde do final de semana.

Pois eis que um único e-mail, um emailzinho com pouco mais de 5 linhas, é capaz de acelerar sua cabeça de tal forma não se vê tarde, não se vê sexta, nem se pensa no final de semana.

O relógio acelerado, roda despercebido e quando cai em si, é hora de partir. Atrasado, nada de ônibus e como num bom filme a chuva chega para enfeitar a cena.
Nada de ônibus e o relógio volta a rodar descontrolado. A tempestade aumenta e no ouvindo só a “zuzunzeira” do caos na cidade.

Impacientes, as pessoas se ignoram e nada se vê.

Uma menina, de olhos coloridos, me cutuca: “Fica com meu guarda-chuva”, diz. De jeito nenhum, eu esqueci o meu, porque cargas d’água ficaria com o dela.

A menina insistiu: “Eu estou com capuz do casaco que me protege, por favor, fica com o meu guarda-chuva”, deixou o guarda chuva e se afastou. Sem mais papo.

É estranho, mas aquilo me gerou um desconforto tão grande que quase imediatamente comecei a julgá-la. Pensei em milhões de hipóteses que explicasse o porquê estava fazendo aquilo.

Esqueci relógio, ônibus, tarde, sexta, final de semana, chuva, caos, aceleração e, encafifada, fui até ela.

Nada de grandes interações. Trocamos meia dúzia de “blah blah blahs”, entramos no mesmo ônibus e sentemos separadas.

Antes de entrar no metro, sorrimos, desejamos uma bom resto de dia e F-I-M.

Sem segundas, terceiras, quartas, quintas intenções. Apenas por um gesto de gentileza.

Você já sorriu pra um desconhecido hoje?

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