sexta-feira, 9 de abril de 2010

O sorriso de menino


Era com ele que enfrentava o mundo.

Também assim atraia ou afastava pessoas. A seleção era natural, o passaporte estava selado, registrado, carimbado, avaliado, rotulado pra quem achasse que ia voar.

Aos curiosos cabia atrever um pouco mais de audácia pra descobrir ou provocar algo mais.

Sempre lá, armado.

Os que entendiam pouco bem sinceridade se perdiam logo na entrada. Por preguiça, deixavam de prestar atenção, e, desatento, a mão afrouxa e o passaporte voa, solto como o dia.

O curioso, que já tinha que ser também audacioso, precisava brincar de Arqueiro Zen, ou melhor, “Armeiro” Zen. Precisava brincar que brincava com a arma desde sempre. Que a domina bem, como ninguém.

Só assim pra ver a diferença entre arma, armadura e armação.


Quando o mundo para pra assistir, algumas peculiaridades ficam evidentes:

Às vezes se armava mais de canto, sutil, calmo e tentador. Nesse momento a armadura subia e surgia uma frestinha.

Embaixo dela, um reino inteiro escondido. Escondido não, protegido!

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